Finalistas 2015

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Cor da Liberdade

A Liberdade pode ser vermelha
como os cravos que os militares exibiram nas suas espingardas.
A Liberdade pode ser amarela
como o sol que nos aquece e ilumina.
A Liberdade pode ser de todas as cores do arco-íris!
Não interessa a sua cor.
O importante é saber que,
A LIBERDADE TEM LIMITES!
E não nos podemos esquecer que:
A NOSSA LIBERDADE TERMINA,
ONDE COMEÇA A LIBERDADE DOS OUTROS.

Texto coletivo

Atividade integrada na Semana da Leitura do Agrupamento de Escolas de Coruche

sábado, 3 de maio de 2014

Lembranças para o Dia da Mãe

                              Aqui estão os nossos presentes
                              Para uma mães especiais...
                              Não têm pedras preciosas,
                              Mas têm um amor sem igual!
                         







Verbos

DESTINO

Quem pintou o banco
que sujou o casaco
que eu comprei na loja
para estrear na tarde
em que te encontrei?

Quem pediu o café
que não preparei
e que bebeste
no lanche da tarde
em que te encontrei?

Quem comprou a rosa
mais bela da loja
onde tu entraste
nesse fim de tarde
em que te encontrei?

Alice Vieira, Destino in Rimas perfeitas, imperfeitas e mais-que-perfeitas, Texto, 1ª Edição, 2009

As palavras sublinhadas são verbos, escritos no pretérito perfeito, do modo indicativo.

COISAS QUE NÃO PRESTAM

uma candeia
que não alumia
uma roca
que já não fia
um coche
que já não roda
e no armário
vestidos
fora de moda
um triciclo
que pede escusa
e um chapéu
que já não se usa.

e aquilo que já não fia
nem alumia
nem roda
nem se veste
nem se usa
nem corre

- tem a beleza
do que já não presta
e esta
nunca morre.


Alice Vieira, Coisas que não prestam in Rimas perfeitas, imperfeitas e mais-que-perfeitas, Texto, 1ª Edição, 2009

candeia - luz de candeia
alumiar - iluminar
roca - vara ou cana em que se enrola a estriga que se quer fiar.
coche - carruagem antiga e rica
"pede escusa" - pede desculpa; pede dispensa do serviço

As palavras sublinhadas são verbos, escritos no presente, do modo indicativo.

LIÇÃO

Um destes dias
chamarás por mim
e dirás:
- A partir de agora
não poderemos perder tempo!

A mesa estará livre
para os livros e os cadernos
e a tua voz fará coro
como o tiquetaque do relógio
por onde irão passar
as primaveras e os invernos.
Rirei
da pressa que terás
de me ver crescer
e escreverei com cuidado
as palavras
que escolherás
para me mostrares o mundo.

Pai
mãe
terra
casa
pão
irmã

Isso é tudo o que hoje sei.

O resto
aprenderei amanhã.


Alice Vieira, Lição in Rimas perfeitas, imperfeitas e mais-que-perfeitas, Texto, 1ª Edição, 2009


As palavras sublinhadas são verbos, escritos no futuro, do modo indicativo.


Verbos são palavras que referem acções ou processos praticados ou desenvolvidos por alguém. 

Os verbos distribuem-se por vários Modos diferentes:

Indicativo – apresenta um facto real (ex: Ele pintou o banco.)

Conjuntivo – indica uma possibilidade, um desejo, uma dúvida. (ex: Espero que não esqueças os meus conselhos.) 

Condicional – indica que a acção depende de uma condição. (ex: Se tivesse tempo, leria mais.) 

Imperativo – pode exprimir um pedido, uma ordem, um conselho. (ex: «Olha as horas!» 

Infinitivo – refere a acção de uma forma vaga. (ex: Ler é bom.) 

O Tempo indica o momento em que a acção se realiza.
Os tempos fundamentais são: 

Presente – a acção situa-se no momento actual. (ex: «Há uma candeia que...») 

Futuro – a acção situa-se num momento posterior. (ex: «Desenharei um sol...») 

Pretérito – a acção situa-se no passado. (ex: «O canário desapareceu.»)

O Pretérito pode ser Perfeito (ex: «O canário desapareceu.»); Imperfeito (ex: «O canário desaparecia.») e Mais-que-Perfeito (ex: «O canário desaparecera.»)

O verbo também apresenta três pessoas gramaticais, que variam no singular e no plural: 

1.ª pessoa – a que fala (eu / nós) 
2.ª pessoa – a quem se fala (tu / vós) 
3.ª pessoa – de quem se fala (ele, ela / eles, elas) 

O Gerúndio é uma forma particular do verbo. Indica que a acção está a decorrer. (ex: «Andando, a casa vai estando cada vez mais perto.»)


domingo, 27 de abril de 2014

Adjetivos qualificativos

Adjetivite

Estava uma bela manhã de primavera. Um pouco fresca e ventosa, mas também perfumada e luminosa. Que manhã fabulosa! Era uma manhã excitante e intrigante, poderosa, aventurosa, uma manhã maravilhosa. No entanto, a certa altura, a manhã começou a sentir-se esquisita, estranha, bizarra. Mandou-se chamar o médico. Que médico?
Um bom médico. Um médico sábio.
Um médico experiente. Um médico famoso. Um médico paciente.
O quê? Cinco médicos? Isso é caríssimo!
Não! Apenas um médico bom, sábio, experiente, famoso e paciente.
Que era também um homem cabeçudo, alto e ruivo, com uma barba cor de laranja que lhe dava pela cintura, de onde também pendia a sua maleta de médico (que era preta, já agora).


Luísa Costa Gomes, Adjetivite in Dom Mínimo, o Anão Enorme e outras histórias, Texto, 1.ª edição, 2009 (Excerto)

Adjetivo é uma palavra variável que indica uma qualidade ou estado 
em relação ao nome que o acompanha, modificando-lhe o significado.

Exemplos:

«Estava uma bela manhã...»
«Era uma manhã excitante...»
«Que manhã fabulosa

O adjetivo concorda com o nome em: 

♦género: masculino e feminino 

Exemplos: 

dia belo / manhã bela (adjectivo biforme)
dia excitante / manhã excitante (adjectivo uniforme).

número: singular e plural 

Exemplos: 

manhã bela / manhãs belas.

O adjetivo também varia em grau, que pode ser:

- normal – atribui uma qualidade ao nome (ex.: Anão alto.)
- comparativo – estabelece uma comparação de superioridade, 
de igualdade ou de inferioridade (ex.: «...mais altos do que Dom 
Mínimo.»; tão altos como...; menos altos do que...)
- superlativo – exprime a qualidade de um ser no seu grau mais 
elevado.

file:///C:/Users/Miguel/Desktop/gramatica_dom%20(2).pdf

25 de Abril de 1974

25 de Abril de 1974
 
  • Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época.
    Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?
  • Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.

    Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
  • Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
  • O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era umaditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
  • Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
    António de Oliveira Salazar
  • Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?

    Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.

  • Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
  • Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.

  •  
    • Sabias que os países estrangeiros, que no início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava "orgulhosamente só".

      Quando Salazar morreu foi substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.

      Marcelo Caetano 
    • A solução acabou por vir do lado de quem fazia a guerra: os militares. Cansados desse conflito e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".
    • Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o MFA decidiu avançar.
      O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da tv.

    • As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.

    • Sabias que para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.
    • Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer...




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Animação de intervalos